Esses dias uma leitora comentou num post se realmente tinha que haver festa de casamento e se não havia uma outra forma de comemorar, como uma viagem, por exemplo. Eu sou da opinião que a união de um casal deve ser comemorada do jeito deles, da forma como eles querem, com aquilo que vai ser incrível e inesquecível para eles. Eu sempre quis casar na igreja, com festão, família reunida, todo mundo subindo no palco, momento vergonha alheia e tudo mais. E foi a coisa mais especial do mundo porque a gente quis assim, porque eu, noiva neurótica a gente sonhava com isso. Minha irmã, por exemplo, não casou na igreja e não é nem um pouco menos feliz por isso. Tenho uma amiga que juntou durante um ano dinheiro com o noivo para fazerem uma viagem pela Europa e foram só os dois, depois de uma cerimônia simples e cheia de significado no civil, curtir a lua de mel prolongada. Segundo ela, eles preferiram gastar com eles, e não com os outros, e a viagem foi pra lá de especial. Quanto a ficar chato, eu sou da opinião que a gente não deve fazer nada (muito menos gastar muito dinheiro em uma festa) simplesmente para agradar os outros. Acho que a comemoração do casamento tem que ser, antes de qualquer coisa, do casal, e não para agradar a família ou os amigos. Eu endosso que a comemoração tem que ser aquilo que vocês querem, seja um almoço em casa depois da cerimônia civil, uma viagem, trocar a festa pelo apê novo e fazer o festão quando der, um mini wedding ou uma festa de arromba. O importante é você e seu noivo estarem juntos, felizes e querendo compartilhar a vida, formar uma família, unir as escovas de dente. É clichê sim, mas o que importa mesmo é o amor que vocês tem, e quem tem amor, tem tudo né, gente!?
Como o casal se conheceu?
Eu estagiava no Banco do Brasil e ele foi transferido para a minha unidade. Nos conhecemos no Banco!
Como foi o pedido de noivado?
Esse foi engraçado. Ele me perguntou quando um homem pede a namorada em noivado… Eu respondi que era quando ele tinha certeza que era com ela que ele queria ficar para o resto da vida. Então, ele olhou nos meus olhos e me pediu! Depois foi mais romântico, na Tour Eiffel!!! Mas o primeirão foi assim!
Como foi a preparação para o casamento? O noivo participou? A família ajudou?
A família ajudou só no que eu pedi, pois sou muito decidida e queria tudo com a minha cara. O noivo ajudou MUITO, ia em todas as reuniões, dava opinião, era o máximo, surpreendeu demais, super parceiro.
Quanto tempo durou a organização do casamento?
Foi 1 ano e 2 meses.
Quais serviços considerava essenciais e como foi feita a escolha dos profissionais?
Os serviços que sempre considerei essenciais: cerimonial, fotografia, vídeo, decoração, DJ, vestuário, local, comida e bebida. Começamos indo em uma feira de casamento no Iguatemi. Lá já decidimos pela fotógrafa Ana Correa (que já havíamos escolhido por causa do casamento de uma amiga minha que ela fez – a Laura) e também gostamos muito da 194 (vídeo) e da Fernanda Vargas (cerimonial). O local foi indicação sua, que elogiou muito o lugar e o tamanho era perfeito para o número de convidados que queríamos. As escolhas sempre foram feitas com muita conversa e de comum acordo entre os noivos!!
Qual foi a inspiração do vestido de noiva? Como foi vê-lo tomando forma?
Minha inspiração foi um vestido Versace que a Demi Moore usou no Oscar de 2010. Fui na Patrícia Sabiá e ela me entendeu perfeitamente desde o início… Fizemos as mudanças pra ficar com a minha cara e no fim ficou LINDO! Foi emocionante, minha mãe me acompanhou em todas as provas!
Qual foi a inspiração para a decoração?
Rústico com sofisticado em tons de azul, branco, bege e marrom. Sempre deixei claro que queria meus convidados com a sensação de estarem em casa, com muito aconchego. A Mila, da Flor de Liz é demais, fez tudo com o meu jeitinho… Eu conversei muito com ela antes, mas mais perto do casamento dei carta branca pra ela fazer o que quisesse, e não me arrependi, ficou LINDO!
Como foi seu dia da noiva? E o nervosismo?
Foi PERFEITO! Passei uma tarde MARAVILHOSA na pousada Mar de Dentro (bem pertinho da minha igreja – Sto Antonio de Lisboa) com todas as madrinhas, mãe, irmã, cunhada, sobrinho, uma loucura!! As cabeleireiras, manicures e maquiadoras foram para lá e ficamos tomando champanhe e beliscando sanduichezinhos do Pão Italiano e docinhos da Bruna Doces com um dia de sol maravilhoso… Uma delícia!!! Não fiquei nada nervosa, estava rodeada de pessoas que me amam.
Qual o momento mais marcante do seu casamento?
Pra mim foi quando eu estava saindo do carro pra entrar na igreja, quando olhei no meu terço a fotinho do meu pai, que é falecido. Foi a única hora que chorei durante todo o casamento.
E a lua de mel, onde e como foi?
Foi perfeita! Na Polinésia Francesa (Tahiti) e durou 10 dias. Fomos a 4 ilhas: Bora Bora, Taha’a, Moorea (onde nadamos com golfinhos) e Papeete (capital). O cenário é deslumbrante, PERFEITO para uma lua de mel, pois não tem nada urbano, é pura natureza e romantismo! A estrutura dos hotéis e resorts de primeiríssima, principalmente os serviços, de maneira geral. Indico a todos!!!
Para você, o que é ser bem-casado?
É ter um parceiro que te entenda, dê amor, paixão, carinho, te respeite, que te faça feliz e que a recíproca seja verdadeira.
Para você, qual a melhor coisa de ser noiva?
É saber que o momento para o qual vc está se preparando vai ficar marcado pra sempre na sua vida.
Um conselho para as noivinhas que vão ler esse depoimento…
Meu conselho é que sigam seus instintos e escolham sempre o que realmente gostem, pois assim a noiva fica mais calma, mais confiante no grande dia! E, claro, sempre pegar indicações de recém-casadas, quanto aos profissionais, fornecedores, etc.
Ficha Técnica do Evento
Cerimônia: Igreja Nossa Senhora das Necessidades (Sto Antonio de Lisboa)
Recepção: Restaurante Quatro Estações – Primavera Garden Center
Cerimonial: Fernanda Vargas
Fotografia: Ana Correa
Filmagem: 194
Buffet: Quatro Estações
Doces: Bruna Doces
Bolo: Conceição
Bem casados: Bruna Doces
Dj: Xispita
Decoração: Flor de Liz
Convites: Conviteria
Música da Igreja: Camerata Vieira
Traje da Noiva: Patrícia Sabiá
Traje do Noivo: Gessony Pawlick
Cabelo e Make-up: Jussara (Demaju) e Célia (Hair Address)
Em junho vai fazer dois anos que o blog está no ar e eu não posso estar mais realizada. Nesses dois anos o blog conseguiu muita coisa, e eu fico muito feliz em participar de uma data tão bonita na vida de vocês, e me sinto lisonjeada em saber que vocês confiam no que eu falo, nas minhas opiniões, nas minhas indicações e que encontram aqui muitas vezes uma amiga, que passou pelo mesma coisa que vocês. É uma delícia esse sentimento! Vocês me conhecem bem, faço deste blog um pouco do meu diário também, e já conheci muitas leitoras do blog e inclusive virei super amiga de algumas delas. Mas, como toda relação de confiança e amizade, que é mais ou menos o que a gente tem, né, eu quero conhecer um pouquinho mais de vocês. E para isso eu bolei umas perguntinhas que vão me dar ferramentas para fazer um blog ainda mais completo e melhor! É uma pesquisa bem rapidinha! Além disso, os comentários estão sempre abertos para sugestões, críticas e o que vocês quiserem conversar comigo. Quem quiser também tem o formulário de contato do blog aqui!
Super beijo e muito obrigada! Conto com vocês!
Faz tempo que eu queria escrever sobre isso e a verdade é que sempre acabava me enrolando, pois me encantava com tanta coisa linda para as noivas que acabava deixando de lado os meninos. O marido sempre me cobrou esse post antes do nosso casamento, mas como eu fui a personal stylist dele quando ele foi escolher o look casório, acho que ele acabou me perdoando, pois ele ficou lindo e extremamente bem-vestido! Eu acho que a roupa do noivo deve ter a mesma importância que a roupa da noiva, inclusive em termos de orçamento, já que é uma festa do casal, e eles precisam estar em perfeita sintonia. Acho um erro a noiva investir horrores em um vestido sob medida, chiquetérrimo, assinado por um bom costureiro e o noivo estar lá, com o que sobrou do orçamento e um terno todo desbeiçado – nem sei se esse termo existe, mas certamente vocês entendem o que eu quero dizer. A primeira coisa que devemos pensar é sintonia. E isso vem no embalo do estilo do seu casamento, do horário, do jeito que vocês gostam de se vestir, do lugar que vai acontecer a sua festa.
A primeira coisa que precisamos aprender aqui é o vocabulário do traje masculino:
Costume é o conjunto calça, camisa e paletó;
Terno é o conjunto calça, camisa, colete e paletó. Eu particularmente acho terno uma opção segura e muito, mas muito elegante. É um clássico.
Fraque é aquela coisa super chique que pede um casamento muito chique para ser usado. Particularmente eu acho o fraque apropriado apenas para casamentos super pomposos, muito luxuosos e que todo o evento siga essa atmosfera mega-casamento. Para casamentos normais, tipo o meu, tipo os casamentos das nossas amigas, eu acho o fraque um pouco demais! Na Europa, como grande parte dos casamentos são de dia, o fraque é um traje diurno, mas acho que no Brasil temos outra cultura e acho que não combina. De qualquer forma, usar fraque pede um casamento bem tradicional!
O meio fraque é uma coisa nossa, brasileiro inventou e é brasileiro que usa. Eu acho perigoso, principalmente se não for feito sob medida e se o homem não for muito alto. A altura do corte do meio-fraque tende a cortar a silhueta, dando a impressão de ser mais baixo. Agora, quando se trata de etiqueta, se o noivo estiver de fraque, os padrinhos podem usar meio-fraque. Caso contrário, os padrinhos devem ir bem alinhados de terno!
Black-tie é o dress code de um evento com ainda mais pompa, ainda mais tradicional, ainda mais chique. Combina com noiva com vestido super tradicional, de véu longo (e mantém o véu durante a festa), todos os convidados sentados, todas as mulheres de longo e jantar empratado. O traje black-tie pede smoking e gravata borboleta.
Falemos agora sobre o estilo + horário + local do casamento, e a partir disso surgem algumas diretrizes que podem ajudar o noivo a escolher a melhor opção para o grande dia, já que ele é a principal figura masculina deste dia, né gente!
Um casamento que acontece de dia não é por si só um casamento informal, mas vamos trabalhar em cima disso primeiro. Se o casamento é diurno e tem uma carinha mais informal, em uma praia, gramado ou até numa igreja, é certo que a noiva vá usar um vestido mais fluido, cabelo solto ou semi-preso e a atmosfera é de leveza. O que se espera é que o traje do noivo combine com isso tudo, que seja de cor clara (cinza claro, cinza médio), com tecidos leves (algodão ou linho de seda), acompanhado ou não de gravata – fica a critério do noivo, mas o uso não é obrigatório.
Se seu casamento é diurno e tem um tom mais formal, se for em um local fechado por exemplo, o costume de lã fria é uma boa pedida. A cor do traje pode começar no cinza médio e atingir tons mais escuros sim, mas lembre-se de que devem estar em harmonia com o modelito da noiva. Casamento mais formal pede gravata sim, e mais pra frente vamos tratar delas com todo carinho!
À medida que o horário do casamento está escurecendo, também escurece o terno do noivo. E isso também vale para os casamentos mais formais e glamurosos que começam fim de tarde e entram noite adentro. Para os casamentos que começam à noite, o ideal é que se usem grafite, preto ou risca de giz, que é super chique também! A gente sabe que aqui no Brasil, a maior parte dos casamentos, incluindo muitos mega-casamentos (coloque aí famílias super tradicionais paulistanas, celebridades, etc) usando terno. Sim, porque terno é chique, é clássico e é sempre uma excelente opção. Além disso, por ser o terno do seu casamento, o homem tem a desculpa de gastar um pouco mais e investir em um super terno, bem cortado e que fique perfeito no corpo. Eu particularmente acho terno alugado um pouco perigoso, não por preconceito nenhum, mas simplesmente porque às vezes o terno não é do tamanho do noivo e por isso vou dar agora algumas dicas bem pertinentes pra ajudar a comprar um terno daqueles!
- A primeira coisa é a atenção ao tecido. Qualidade, qualidade, qualidade! Minha mãe sempre dizia que tecido barato se entrega de cara e eu acredito muito que tecido faz a roupa da gente! A modelagem vem em segundo lugar. E isso quer dizer que a melhor opção é aquela que se ajusta perfeitamente ao seu corpo. Terno bem cortado é tudo, gente!
- As cores que já falei pra vocês como funciona, mas gostaria de deixar bem claro que terno marrom, branco e prata não pode. Eu sempre sou da opinião que casamento tem que ser democrático e tal, mas aqui a regra não vale. Essas cores estão proibidas, confie em mim!
- Terno traz na combinação o colete, que é super chique e diferencia o noivo dos outros convidados. Super invista em um colete, fica muito mais elegante e com cara de noivo!
- Os ombros do paletó devem ser da mesma medida dos ombros do homem, e é isso que vai definir o tamanho certinho. Não pode sobrar, nem ficar justo – caimento é tudo! O comprimento é definido com os braços para baixo; ele deve terminar a meio palmo do fim do braço;
- O comprimento da manga deve ser na junção do pulso e da mão. O punho da manga deve ficar aparecendo 1cm para fora do paletó. Abotoaduras não estão fora de moda não, como muita gente pensa, mas eu acho que só vale se for muito, muito elegante. Nada de strass, pelo amor de Deus!
- A barra da calça deve cair sobre os sapatos.
- O último botão do paletó deve estar sempre aberto.
- Cinto e sapatos sempre da mesma cor. E aqui eu deixo registrado meu amor por sapatos, não só pelos femininos, mas pelos masculinhos bem clássicos, bonitos e envernizados. E noivo tem que investir sim! Sapato feio deixa a roupa feia e a ocasião pede um esforcinho extra. Sapatos novos e bem lustrados para os noivos, por favor!
- Sobre terno e tênis. Pergunta polêmica para a minha pessoa. Eu, particularmente não gosto, não faz meu estilo e nem o do marido, mas se combina com você (e se sua noiva souber e estiver de acordo) tudo bem, a não ser que seja igreja. Eu acho que igreja é um ambiente tradicional sim e quem resolve casar na igreja abraça um pouco da tradição por tabela e um sapato clássico é o mais indicado. Deixa a originalidade para a hora da festa.
- Terno elegante pede gravata bonita! E gravata faz toda a diferença! Aposte em uma gravata branca, pérola ou prata, encorpadas e texturizadas, que dão um ar de formalidade e são a cara da riqueza, queridos! Gravata preta também está liberada, nada contra elas, mas eu ainda acho as opções clarinhas mais bonitas. Gravata colorida só se for muito o seu estilo e se combinar com o clima do casamento. As gravatas com nós muito grandes e com aquela pérolazinha no meio denunciam o aluguel e não deixam ninguém elegante. Menos é mais, sempre!
- Noivo pode usar relógio sim, desde que seja escuro, social e que imponha respeito. Acho que vocês me entenderam!
- Beleza de noivo também é importante, então programe seu corte de cabelo para um dia antes, de preferência com o mesmo barbeiro de sempre e o corte que você geralmente usa. Fazer a barba e cortar as unhas e deu. Maquiagem eu acho um pouco de exagero, mas respeito quem goste. Eu acho que não precisa, que homem tem que ter cara de homem e que se você não está acostumado a usar, vai estranhar muito e ainda vai escutar piadinha dos seus amigos – fato!
Espero que vocês tenham gostado e que estejam belos e apaixonados no dia do casório de vocês!
Marido lindo e fino no nosso casamento!
Bem, a minha história e a do Bruno é aquelas típicas malucas, mas muito engraçada e cheia de amor. Eu e o Bru nos conhecemos no carnaval, eu estava com o meu primo e um amigo, e eles conheciam uma outra turma. Fomos até a casa em que esta turma estava e lá conheci o Bruno. Mas, fugindo do conto de fadas, não foi amor a primeira vista não, foi loucura a primeira vista. Naquela noite eu, o Tiago (primo) e o Henrique (amigo) já havíamos decidido ir pra balada. O Bru, mal conhecendo a gente, fez as malas e simplesmente veio conosco. Estávamos na casa de praia, com a minha família toda, e lá o Bruno já conheceu todo mundo. Naquela noite ficamos, os dois loucos, como toda noite de carnaval… e a partir disso foram 7 meses…. Ele queria, eu me fazia. Eu queria, ele não dava bola. Na época eu ainda morava em Fpolis, então nos víamos nos fins de semana. Me mudei pra Balneário Camboriú novamente, e passado os 7 meses iniciais começamos a, de fato, namorar.
Quase cinco anos depois, revolvemos dar mais um passo. Era hora de adquirirmos algo juntos, e resolvemos comprar um apto. Em maio de 2011 compramos e fomos montando tudo aos pouquinhos. Surgiu a idéia de fazermos uma festa de casamento, mas o investimento no apto estava sendo grande, e a nossa lista de convidados enorme. Então resolvemos mobiliar o apto e a idéia do casamento foi deixada de lado. Em janeiro de 2012 resolvemos que no dia 18 de fevereiro ia ser a data que iríamos nos mudar – dia em que nos conhecemos, cinco anos atrás. Foi então que percebemos que não estávamos apenas mudando de casa, mas era o início de uma nova vida. Então após conversas entre nós e nossa familia, resolvemos que algo deveria ser feito, por mais simples que fosse, pois afinal essa será uma data que ficará para sempre em nossa memória, independente da grandiosidade da festa. Não foi um conto de fadas, ele não veio montado em um cavalo branco me pedir em casamento, mas nem por isso deixou de ser tão maravilhoso. Sentado na cama ele me perguntou: “então, você quer casar comigo?”. Não houve troca de alianças pois nem tínhamos elas! Fomos juntos mandar fazer (ganhamos da mãe dele), e quando as alianças chegaram ele me mostrou, estávamos dentro de uma loja, ele abriu a caixinha e falou: “olha amor, testa ai, as alianças chegaram, vê se ficou bom”, e provamos ali mesmo. A noite saimos para jantar e minha mãe disse: que legal, vcs estão indo para o jantar de noivado! E foi aí que nos demos conta! Trocamos as alianças e fomos até em casa com elas… Dai resolvemos tira-las e só passamos a usar de verdade no dia do casamento. Tudo do avesso, tudo louco, mas tudo show! Resolvemos então fazer uma confraternização, marcando que estávamos nos mudando e que estávamos casando. Um open house com um mini weeding. Tivemos que reduzir absurdamente a lista. Só de fato as pessoas muito próximas foi possível convidar. Não queríamos dar “a cara” que era uma festa de casamento pq não tinhamos condições de proporcionar em função dos gastos do apto, mas no fim tudo se transformou.
Praticamente tudo foi feito por nós, dos convites à decoração. O convite dizia assim: “Como você sabe, estamos nos mudando para o nosso cantinho e gostaríamos de compartilhar com nossa família e amigos esta nova etapa de vida. Dia 17 de março de 2012, a partir das 16h faremos um encontro no sítio, e gostaríamos de tê-la junto a nós. Esperamos você lá! Nanda & Bruno”. Compramos um papel especial e imprimimos em jato de tinta mesmo. Compramos juta, fita de cetim e strass para decorar o convite. Eu dobrava, a minha mãe colava a juta e o Bru colocava o dedo para que a minha mãe conseguisse amarrar o laço. A decoração foi com mini margaridas. Fomos nos supermercados e pedimos aquelas caixas de madeira de frutas e verduras. Compramos tinta branca e pintamos (eu, minha mãe e o Bru), e estas caixas, com margaridas dentro, decoraram a festa. Eu sou apaixonada por peças antigas e o meu avô tinha achado umas peças no ferro velho, mandamos restaurar e elas também serviram de decoração, assim como um gramophone que eu havia ganho de natal do meu Pai. O local escolhido não poderia ser outro. O sítio da familia e onde meu avô mora. Local que passei toda a minha infância e um local de boas recordações. A data que haviamos decidido nteriormente, 18 de fevereiro, resolvemos jogar para o dia 17 de março e em basicamente um mês e meio organizamos tudo.
Não houve jantar, contratamos uma mesa de pães, frios e pates. Em relação as bebidas, servimos chopp, champagne, refri e agua. Como o sitio não tem muita área coberta, locamos 2 tendas 5×5. A floricultura foi onde também locamos as mesas, cadeiras e toalhas brancas. As musicas foram decididas por nós mesmos, fizemos uma playlist no nosso computador e um dia antes, (sim, um dia antes) resolvemos contratar caixas de som. E surpreendentemente praticamente ganhamos o som e de quebra a luz cênica (que deixou o local ainda mais lindo). Bem, isso que vou relatar foi muito importante. Era tanta energia boa que os fornecedores entraram no clima sabe?! Eles viram que de fato, o que tínhamos para investir era pouco, e todos se empenharam muito em relação ao nosso casamento, pelo fato de ele ser absolutamente diferente. Não porque foi simples, que foi tratado como se não fosse nada. Muito pelo contrario, fomos tratados com muito carinho. Outra coisa que nos surpreendeu muito foi a alegria dos convidados, e como eles encararam o nosso dia. Como eu falei acima, convidamos para uma confraternização, mas a empolgação e alegria de todos foi tanta, que transformou em casamento. Um exemplo disso foi a lista de casamento (presentes). Nem haviamos pensado nisso, nem tinhamos pensado em lista,em presentes, em nada. Só queriamos aqueles poucos escolhidos ao nosso lado. A cada convite entregue as pessoas começaram a perguntar de lista, e de tanto insistirem acabamos fazendo. E foi absolutamente surpreendente. Coisas que nunca imaginaríamos ter, ganhamos. E a cada entrega de convite, recebemos os abraços e beijos mais intensos e maravilhosos. De fato as pessoas estavam muito alegres em receber a noticia e nós muito empolgados por tudo que estava acontecendo. Talvez por isso o dia tenha sido tão mágico. Em um mês e meio, a cada dia a alegria crescia mais. Cada dia era uma surpresa. Foi um mês e meio, exaustivo, afinal nós estávamos fazendo absolutamente tudo, mas ao mesmo tempo foi o tempo mais intenso e mais feliz. A familia e amigos ajudaram muitoooo.
A Cerimonia Civil foi às duas da tarde, apenas para pais, irmãos. Esta é uma parte que nos arrependemos. A única coisa que nos arrependemos. Primeiramente o civil iria ser no jardim da minha casa, apenas para 10 pessoas, depois acabando transferimos para o sitio, onde foi o local da confraternizacão. Resolvemos fazer tudo no sitio, mas não deu tempo de estruturarmos tudo para que todos vissem o civil, pois os horarios eram distintos e ja haviamos entregue os convites. Então, parte da familia e amigos acabaram assistindo, e parte não, mas foi muito emocionante. Queriamos que todos tivessem participado. E lá, no bambuzal, é que foi o civil, a nossa igreja. Cheguei no carro com o meu avô, num fusca 66 verde oliva (que ele me deu de presente de casamento!). Meu pai caminhou comigo pela grama, ao encontro do Bru, na entrada do bambuzal. Os testemunhas foram, meu irmão (Leo) o irmão do Bru (Mauricio), o meu avô (Toninho) e a avó (Helena) do Bru, foi lindo demais!!! De la saímos para fotografar num dos locais mais lindos de BC (parque unipraias) e depois voltamos para o sítio. Ao chegarmos, todos os convidados já estavam nos esperando, e foi sensacional. Quando entramos no sitio, foi um misto de risos, palmas, sons de muita alegria!!
As duas pessoas fundamentais de todo esse processo foram as nossas mães, que além de nos apoiar, estiveram com a gente o tempo todo. Outro que cuidou de cada detalhe foi o meu vozinho, o Vô Toninho. Que além de ceder o lugar, participou de tudo. Não sei dizer exatamente qual o momento mais marcante, mas vou citar alguns: a chegada com o meu avô de fusca, foi lindo, maravilhoso, algo indescritível, cerimônia do civil, principalmente na parte das promessas. Vou explicar: eu e o Bru decidimos fazer promessas, o que um prometia para o outro. Ninguém sabia o que a gente tinha escrito, nem entre nós dois. Ao final da cerimônia civil, lemos as promessas, e foi demais! Mesmo sem eu saber o que ele havia escrito, e vice versa, muitas das promessas foram iguais! Foi emocionante pra todos; a hora que chegamos e vimos todos os convidados nos esperando foi demais! Foi muito mais do que podíamos imaginar; a hora que dividimos o Buquet em 3: uma parte para minha mama, uma para a mãe do Bru e um para as solteiras de plantão. Enfim, a vibração de todo mundo transformou aquela festa de casamento em algo que jamais imaginamos que teríamos.
O meu vestido desde o principio eu falava: quero um tubinho branco. Achei umas fotos na net, misturado com sugestões da mamãe e tudo foi ganhando forma. A roupa do noivo foi escolhida por nós dois. A lua de mel, foi no nosso apto. O primeiro dia que dormimos no apto foi na nossa lua de mel ;) Não poderia ser melhor.
Um conselho para as noivinhas: independente do tamanho da festa, não deixe de comemorar este dia, que ficará para sempre na sua memória. É possível gastar pouco e fazer uma festa linda e emocionante. Ouvi de muita gente na festa que aquele tinha sido o casamento mais emocionante, diferente e livre que eles já havia ido. Sem protocolos, sem cena, sem nada. Foi simples e sem pretensão alguma. O único objetivo ali era estar feliz ao lado das pessoas que mais amamos. Não houve “convidado por obrigação”, formalidades por obrigação, amor por obrigação. Houve sim, amor, energia boa e muita alegria!
Ficha Técnica do Evento
Cerimônia: Sitio do Vô Toninho
Recepção: Sitio do Vô Toninho
Cerimonial: Amigas e Mãe da Noiva e Mãe do Noivo
Fotografia: www.franciscoegargionistudio.com.br (essencial, fantástico!)
Filmagem: Amigos
Buffet: Pão italiano
Doces: Pão italiano
Bolo: não teve ;)
Bem casados: não teve ;) Mas somos super bem casados ;)
Dj: Nossa playlist e os amigos dando pitacos de qual musica tocar.
Decoração: Nanda, Bru e Dna Neide (mãe da noiva)
Convites: Nanda, Bru e Dna Neide (mãe da noiva)
Música da Igreja: Entrada da noiva – Pra você guardei o amor (Nando Reis)
Música da Igreja: Entrada do noivo – Quero toda noite (Fiuk e Jorge Ben)
Traje da Noiva: Angelita Atelier.
Traje do Noivo: Dudalina
Cabelo e Make-up: Fino Trato, Morgana (linda, tudo de bom!)
Make-up: Denise.
Som e Luz: AnimaSom (Marcelo)












































































































